Anos 80

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No início dos anos 80, Geraldo Azevedo lança seu terceiro trabalho solo, “Inclinações Musicais” (Ariola). As faixas “Dia Branco”, “Moça Bonita” e “Canta Coração” ganham as paradas e entram para o repertório de sucessos inesquecíveis do artista. Com arranjos de Dori Caymmi, o trabalho teve a participação de Sivuca e Jackson do Pandeiro. A composição “Moça Bonita” entra na trilha sonora da novela “Terras Sem Fim”, da TV Globo.

“For All Para Todos” é o quarto disco de Geraldo, gravado em 82. A canção título se refere à origem da palavra “forró” (que significa um baile popular, para todos). A regravação de “Baião da Garoa”, de Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil, rende o primeiro contato com Gonzagão, que elogia o trabalho de Geraldo.

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Juntamente com Elomar, Xangai e Vital Farias, Geraldo estreia a turnê “Cantoria”, altamente elogiado pela crítica. Os quatro cantores nordestinos gravam o show ao vivo, em três noites no Teatro Castro Alves (Bahia), que rende dois discos, “Cantoria 1” e “Cantoria 2”, lançados pelo selo Kuarup, em 84 e 88, respectivamente. Estes foram os primeiros álbuns gravados ao vivo em digital no país.

No mesmo ano (84), lança “Tempo Tempero” ainda sob o selo Barclay (antiga Ariola). Com arranjos de Wagner Tiso e Hugo Fattoruso, o disco tem participação de Nana Caymmi.

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No ano seguinte, Geraldo grava seu primeiro disco ao vivo, “Geraldo Azevedo” (Barclay). Gravado no Golden Room do Copacabana Palace, o trabalho faz parte do projeto “Luz do Solo”, que promoveu apresentações de grandes nomes da música brasileira. Este disco cobre todo o aspecto das influências musicais assimiladas por Geraldo, indo desde o “ABC do Sertão”, de Luiz Gonzaga, até “Tomorrow is a Long Time”, de Bob Dylan. O show contou com a participação de Elba e Zé Ramalho. Finalmente, o artista consegue gravar “Canção de Despedida”, música até então censurada pelo regime militar.

Geraldo cria a Geração Produtora e lança sua primeira produção independente “De Outra Maneira” (86). Entre as faixas, os sucessos “Princípio do Prazer”, “Chorando e Cantando” e “Dona da Minha Cabeça”. O disco ganha Disco de Ouro, tornando-se um dos seus maiores sucessos. O artista é um dos primeiros músicos a ter a sua própria editora.

Em 88, lança “Eterno Presente” (Echo), seu oitavo disco solo. Dominguinhos participa na faixa “Todo jeito ela tem”. No ano seguinte lança “Bossa Tropical” pelo selo Ariola, a última experiência de Geraldo com uma grande gravadora. Depois deste disco, o artista decide seguir seu trabalho solo independentemente.